Sobre Marina e O Resto do Mundo – Um cordel sobre a menina que fui e a menina que sou… Do futuro sei de nada!

Olá, meu zamigo!
Eu vim aqui lhe contá
A história de uma menina nova
Que queria o mundo mudá
Acontece que muito pequena ela era
E todo mundo assim dizia
Que ela nada faria

Filha, neta e sobrinha de umas professoras
Sempre gostou muito de aprendê
Aprendeu então que no mundo podia mexê
Foi então que a mão na massa colocou
E seus zóin se encheu de lágrima
Quando seu mundo se ampliô

Menina interiorana,
E caipira é quem chama
Nasceu foi lá perto onde o trem tem uma linha
Na Bahia, cidade chamada Serrinha

Cuns dente ainda de leite
Foi morar em Jacobina, cidade bonita
Mas foi passageiro, seu futuro lhe esperava por inteiro
Voltou pra serrinha
Ninguém sabia o que viria!

Ainda sementinha
Mudou mais uma vez
Em Aracaju chegou e tudo assim mudou

A menina crescia por todos os lados
E não era de gordura, não, seu dotô
Ela se enchia era de sabor
Mas sabor de viver
Porque a vida se mostrava pra valer

Era aluna boa
Nota 10 em história
Se perdia na matemática
Mas no fim do ano sempre pegava a prática

Foi aluna Salesiana
Cordeirinha de Dom Bosco
Dizem que quem deixa Nossa Sinhora Auxiliadora enrtá no coração
Será pra sempre do mundo, irmão!
Lá também era atleta
Nadadora de primêra,
No Banco do futebol sempre a tercêra!
Acho que a vida se mostro mesmo quando ela fez 11 anos
Era bolsista em uma escola
Sua mãe professora de ética
Mal a menina sabia, mas sua alma era eclética

Foi líder de sala, atriz e até juiz
Nesse momento que ela descobriu o que a fazia feliz
Ver um monte de gente junto
Vivendo em paz em um único mundo.

Com ajuda de sua mãe
Estudou religiões e culturas afins
Descobriu que nesse planeta
Tem muita gente que sonha que nem ela
E logo conheceu Nelson Mandela

Gandhi, Mafalda, Vieira de Mello
Galeano, Boaventura e Sidharta Gautama
Seus ídolos estão do lado da sua cama.

A vida se encarregou de fazer dela uma viajante
Foi morar em Minas Gerais,
Perto de umas montanhas gigantes

Depois disso ela viu, seu moço
Que tem muita coisa além de onde o olho enxerga
Atrás da montanha, só enxerga quem tem um coração
E foi nas Terras Gerais que fez uma grande descoberta
Encontrou na mudança, as “3 ecologias”
E fez sua turma, tirar aquilo das cochias

Em um trabaio de escola
Criou os argonautas
E disvertiu-se criando e descobrindo
Viu que o planeta tem duas urgência
A conhecida ecologia e uma tal Antropologia

Essa menina já morou só e com amigas
Tem sede de liberdade
Mas é presa à família

Voltou pra Aracaju pra fazer faculdade
Escolheu direito pra ajudar a humanidade
Mas o mundo jurídico não era sua cara
Decidiu trancar a faculdade pra ver o que queria
Agora era trabalha e vai tentar a diplomacia
Pensa nas relações internacionais
E como quase sem querer se Descobriu Bahá’í

Essa história é por demais comprida
Mas Bahá’í é uma religião antiga
Surgiu na Pérsia pela revelação do preofeta
Bahá’u’lláh que é a Glória de Deus
Defende um mundo onde todos somos um
Um planeta, um só povo, uma só fé
É por isso que ela ainda está de pé

Dentro de toda essa trajetória
Descobriu o protagonismo juvenil
Resolveu então que ia movimentar essa moçada
Ia mexer o quadril
Virou voluntária de um grupo de pré-jovens
Que vê beleza na comunidade que ninguém vê
Que faz a diferença onde todo mundo quer ser igual
É nesse povo que ela bota uma fé e tenta aumentar o moral

Porque foi da Casa Universal de Justiça
Mais uma das coisas Bahá’ís que ela ouviu:
“A juventude pode mudar o mundo”

E então,
A Marina –
Filha de Antoniélia e Marconde
Neta de Cordélia
Sobrinha de Lissandra
Irmã de Nina e Maria Vitória
Enteada de Sandro
Namorada do Pauly ( 6 mil milhas e idiomas diferentes )
Afilhada de Marcella e Antônio
Prima de Beatriz, Ivan Antônio, Maria Luiza, Tito, Bruno, Patrícia e Betinho
Amiga – irmã de Tiago, Brunella, Francisco, Guilherme, Isabella, Carol, Mariana e Helenita… –

Decidiu ser uma guerreira sem armas…. Porque essa moça é diferente,sim, seu dotô!

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“You may say I’m a dreamer…”

O mundo, o ser humano de maneira geral – e isso inclui a mim que escrevo e a você que lê, precisa entender que somos um. Do Oiapoque ao Chuí todos choramos, rimos e sonhamos. SONHAMOS. Ideologias morrem, credos acabam, conceitos são ultrapassados, mas os sonhos são contínuos.

Se algo ainda me motiva são meus sonhos.

Eu acordo todo dia e lembro que 1.143.100 é o número estimado de refugiados só na América Latina e no Caribe, e no mundo eles chegam a ser quase 32.861.500. Não paro de pensar um dia sequer que no ano que eu nasci havia 1,25 bilhões de pessoas vivendo com menos de 1 Dólar por dia. E ainda acho inaceitável que a soma das áreas protegidas na terra e no mar seja estimada em apenas 20 milhões de km² em todo o planeta.

Por isso, eu acordo todos os dias e continuo sonhando com um mundo melhor, o mundo pelo qual merece que eu abra os olhos e veja o noticiário e me indigne, o mundo pelo qual eu acredito ser agente ativo pelo bem comum.

E eu acordo diariamente porque acredito que posso tornar isso real. Eu acredito na erradicação da pobreza e da fome, acredito no poder transformador da educação, na igualdade entre homens e mulheres, que a saúde será um privilégio de todos, no fim do preconceito racial, acredito em um planeta sustentável. Acredito no diálogo entre mundos dentro de um só planeta.

São meus sonhos, mais que meus instintos que me guiam. E não me encontro só nesse mundo. Existe sim, o credo de milhões e milhões de pessoas que um dia todos possamos viver em um mesmo planeta Terra. Sem divisões e disparidades. Seremos iguais e diferentes vivendo sob o mesmo ideal de igualdade. Somos frutos de um único processo evolutivo e por isso estaremos inter-relacionados pelo resto de nossas vidas.

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“Sonhos que podemos ter…”

Quando eu tinha 12 anos, o colégio que eu estudava inscreveu os representantes de turma no “Fórum Brasileiro do Processo Criativo”, da Fundação Brasil Criativo, afim de criar lideranças e estimular as atividades solidárias e de empoderamento da juventude na sociedade! Naquele evento, mais precisamente na palestra de Luciano Pires, eu descobri o que eu queria: MUDAR O MUNDO.

Passei então a buscar maneiras de fazer do mundo um lugar com cara do ser humano. Ainda mais, minha ambição é tornar o ser humano a cara do nosso planeta! Nessa busca, prestei vestibular para direito, por amor a justiça! Mas logo percebi que as matérias estritamente jurídicas me desistimulavam, enquanto aquelas que se preocupavam em formar um caráter mais humanístico despertavam ainda mais em mim a vontade de ser um agente ativo na transformação do mundo.

Hoje, aos 20 anos, me declarei Bahá’i (religião independente a qual irei dedicar um post) e faço um trabalho de empoderamento espiritual e moral com jovens de 10 a 15 anos de uma comunidade carente do meu bairro. Acontece que a busca não pode ficar localizada, ela não pode parar… Por isso eu quero me tornar uma Guerreira Sem Armas!

E como diria o Capitão Planeta:” O poder é de vocês…”
O poder é nosso!

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